A vaidade no ministério

A vaidade no ministério

Antes de conversarmos sobre a vaidade, vale a pena conferir o significado da palavra, trazido pela Bíblia do Peregrino (Paulus, 3ª Edição, 2011): “Vaidade. Manifesta-se no louvor próprio, no gloriar-se e ostentar”.

No sentido secular, a vaidade ainda alcança os seguintes significados: “1. Qualidade do que é vão, ilusório. 2. Desejo imoderado de atrair admiração. 3. Presunção.”

Nós, artistas católicos, sabemos quem é digno de todo louvor: Deus. A vaidade tira o louvor d’Aquele que É e o merece, para transferi-lo a nós mesmos.

Quando nos envaidecemos, tiramos de Deus o agradecimento por aquele Dom que Ele nos deu. Se hoje eu canto, componho, atuo, danço, escrevo, é por Graça e Dom de Deus.

Claro que tudo em nós precisa de estudo e aperfeiçoamento. Para que usemos o Dom que Deus nos deu a serviço do Seu Reino, é necessário ensaio, formação, esforço. É como se ganhássemos um violão (Dom). Ao longo da vida, cuidamos dele com zelo, limpamos, trocamos as cordas (e não qualquer corda). Um instrumento mal cuidado jamais atingirá seu objetivo.

Entretanto, o talento, aquele sopro inicial, não podemos jamais esquecer quem nos deu.

Como é chato lidar com alguém vaidoso! “Eu... eu... eu...” Não há ninguém mais nessa relação! E como disse acima, a vaidade é a qualidade do que é ilusório, vão, vazio, oco, sem eira nem beira! A quem, nós ministros, estamos elevando nossos louvores e glórias? Aos meus talentos ou a Deus? Às minhas capacidades ou à gratuidade de Deus?

Gostamos de receber elogios; afinal, esse é um dos combustíveis da arte. Quem mais vaidoso que um artista, ainda mais em tempos de sucesso e reconhecimento instantâneos, devido às redes sociais?

Essa é uma das grandes lutas do artista. Reconheça seu dom, aposte nos seus sonhos (dentro da vontade de Deus), aperfeiçoe, estude. Receba os aplausos, mas sempre se lembre a quem deve direcionar todo louvor, honra e glória.

Não se trata de falsa humildade, mas de tributar a Deus o que é de Deus.

Quando Jesus pregava, uma grande multidão O admirava, O seguia. Há passagens em que Jesus pega uma barca para ir ao outro lado e, antes de chegar, a multidão já O esperava naquele lugar. Era um “fenômeno”! Fazia milagres, saciava a fome, perdoava os mais pecadores, expulsava demônios. E o que Jesus fez com Sua “fama”? Serviu, lavou os pés dos apóstolos e Se entregou numa cruz.

Ele apenas dizia: “Sim, Pai, eu Te bendigo, porque assim foi do Teu agrado.” (Mt 11, 25). Jesus, o Filho de Deus, atribuía Seus feitos a Deus. Tudo o que fez, elevou a Deus: reconheceu quem é Deus, Seus feitos gloriosos naqueles que se entregam com humildade, desprendidos de si mesmos e das honrarias.

Essa é a atitude do servo, do ministro.

Nós não devemos estar no final da cadeia de aplausos: tudo deve ser direcionado a Deus.

 

Por Sara Pimentel, Membro da Comunidade Recado.


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