A responsabilidade do músico católico na liturgia

A responsabilidade do músico católico na liturgia

Inicio nossa reflexão afirmando que: “A Igreja precisa da Arte”. A Tradição da Igreja nos revela que o ato litúrgico é enobrecido pela arte musical, especialmente pelo canto. Deste modo, a liturgia é o espaço no qual, pela expressão musical, o homem celebra sua fé e o seu diálogo salvífico com Deus, o Absoluto.

O Concílio do Vaticano II contribuiu de forma decisiva acerca da reflexão e compreensão da liturgia e sua expressão musical como caráter ministerial, bem como a redescoberta da assembleia como sujeito da ação litúrgica, fundamentada no sacerdócio comum dos fiéis conquistados pelo batismo.

A Sacrosanctun Concilium destaca que: “A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas”. Neste sentido, abre-se um novo horizonte de compreensão da dimensão celebrativa da Igreja e do lugar que nela ocupa a linguagem musical.

Tendo isso em vista, o músico católico atuando na liturgia deve se expressar de forma que o mistério da Encarnação do Verbo seja sentido como uma exuberante expressão de alegria, de amor, de segura esperança da intervenção salvífica de Deus. Afinal, a liturgia é um caminho de conversão, amor à Igreja e ao próximo.

O Catecismo da Igreja Católica nos coloca alguns critérios fundamentais para que a música na liturgia possa servir de forma fecunda, isto é, o músico tem a responsabilidade de promover com sua arte “a beleza expressiva da oração; a participação unânime da assembleia, nos momentos previstos e o caráter solene da celebração”. Jamais podemos esquecer que o ministro de música canta com a comunidade e não para a comunidade! Podemos também dizer que o ministro deve exercer seu ofício de caráter oracional.

Por fim, quando o ministro de música coloca seu dom a serviço da Igreja através da liturgia, esse ato deve ser compreendido e exercido como um ofício ao sagrado, que não exige somente um comprometimento técnico, e sim uma postura de oração em busca pela Verdade que se canta ou toca.

 

Por: Sidnei Piero Oliveira Aguiar - Bacharel em Enfermagem, Especialista em Educação Permanente em Saúde e Membro da Comunidade Recado.

Referências:

Catecismo da Igreja Católica. Brasília. Edições CNBB. 2013.

Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium . Sobre A Sagrada Liturgia. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html 

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