A Pipoca

A Pipoca

Alguém me enviou pela internet um texto que se chamava “a pipoca”. Por um lapso, apaguei a mensagem da minha caixa postal, mas não da minha mente, e vez ou outra ela está me rondando.

A breve história dizia que a vida deveria ter a beleza da pipoca. Primeiro, apenas um grão de milho seco, até então sem maior utilidade. Ele fica ali, inerte, apenas aguardando que alguém lhe dê um destino. Uma vez colocado no fogo, a água que está no interior do milho ferve e se expande, causando uma explosão, que dá origem à pipoca. Falando assim, parece estranho que, uma coisa tão gostosa, tenha que passar por uma fase tão “crítica” como uma explosão, mas o resultado final é ou não é gratificante? A mensagem continuava dizendo que assim era a nossa vida: há momentos em que apenas levamos nossa vidinha, ali, inertes, esperando que algo aconteça. E nisso, o milho fica numa imensa vantagem sobre nós, uma vez que sozinho não pode, realmente, fazer nada. Nós temos a capacidade divina de mudarmos a nossa vida, nossos rumos e nossa história, desde que queiramos fazer isso. E, às vezes, ocorrem fatos em nossas vidas em que nos sentimos tão pressionados, que somos obrigados a tomar uma atitude para que as coisas melhorem. Nessa hora, a água da vida que nos move sofre tamanha ebulição que explode em reações de mudança (claro que estou mencionando as explosões positivas). A mudança acontece de dentro para fora e o resultado é maravilhoso. Ela assume formas diversas, como a pipoca (até hoje brinco de achar formas nas pipocas!!!). Do mesmo jeito, pessoas são tomadas por uma força que até então não tinham, por habilidades que até então não conheciam. Comparando nossas mudanças com a pipoca, sempre nos deparamos e nos emocionamos com histórias incríveis de superação, que podem, inclusive, motivar outras pessoas com seu exemplo de vida. Quando “explodimos” e tomamos formas variadas, somos capazes de deixar de pensarmos apenas em nós e vermos que, na mesma “bacia” da vida, há outras pipocas com você: cada uma de um jeito, mas todas vitoriosas, pois passaram pela provação do fogo e se transformaram.

E o que dizer do “piruá”? (Não encontrei um sinônimo, mas você sabe do que estou falando) O “piruá” passou pela provação do fogo e, mesmo assim, preferiu ficar como milho. Entretanto, não virou pipoca, nem mesmo presta para gerar outra planta como semente. Sua falta de vontade de sair do comodismo, do lugar comum, fez com que sua vida terminasse inutilmente. Não fez diferença para ninguém, aliás, só atrapalhou ou engasgou alguém, virou lixo. A oportunidade foi a mesma daquele milho que se transformou em pipoca. Houve uma chance!

Creio que estamos nessa vida para fazer a diferença em nossas famílias, em nosso trabalho, em nossa sociedade. Queremos ser pipocas e não piruá. E, quando deixarmos apenas nossa lembrança ao fim de nossa existência, que as pessoas possam se lembrar com muito carinho de como pudemos ser úteis, tendo, simplesmente, cumprido nossa missão.

 

Por: Sara Cardoso Pimentel Machado - Advogada e Membro da Comunidade Recado.

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