A Beleza é a Vocação do Artista

A Beleza é a Vocação do Artista

“Ninguém é digno dos frutos da sabedoria se não usar suas lágrimas para irrigá-la.” (Augusto Cury)

“A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir”. (Cyprian Norwid)

Reportando-nos à Carta aos Artistas, escrita por João Paulo II, lemos o seguinte: “O artista, quando modela sua obra, exprime-se de tal modo a si mesmo que o resultado constitui um reflexo singular do próprio ser, daquilo que ele é e de como o é”. Queria dizer ele com isso que não há, muitas vezes, como dissociar o artista de sua obra, trata-se da manifestação de sua própria personalidade, logo um pensamento me invade: que bom seria se os artistas pudessem de fato colocar o melhor de si em suas obras, se ficarem presos a sistemas, exigências comerciais, enfim, que bom seria mesmo se eles fossem simplesmente artistas.

Mais adiante diz João Paulo II: “Na arte, [o artista] encontra uma dimensão nova e um canal estupendo de expressão para o seu crescimento espiritual […] as obras de artes falam dos seus autores, dão a conhecer o seu íntimo e revelam o contributo original que eles oferecem à história da cultura”. Precisamos nos convencer de que a Igreja, as nossas comunidades, grupos e tudo o mais que nos serve de congregação é válido e possui sua importância, contudo, o artista possui um instrumento, que podemos chamar de dom, que por excelência o religa a Deus: sua sensibilidade.

O Artista é compartícipe na criação! Lembremos que um artista pode expressar, concretizar sentimentos, o artista é capaz de fazer o bem se tornar visível, de modo a admirarmos sua beleza (Carta aos Artista).

Ao atender seu chamado, assim como um jurista, um artista ordena aquilo que a sociedade e a história desordenaram, o artista possui um lugar específico, mas qual é este lugar? Essa é uma questão que só pode ser respondida se pudermos contemplar o Deus que habita em nós, que fez morada no nosso coração. Nossa maior expressão artística é quando deixamos o próprio Deus pintar uma tela, compor uma música, redigir um livro ou até mesmo educar um filho, porque isso também é uma arte!

Um artista precisa entender que ele existe para um bem comum, que assim como todo homem e mulher ele também deve se submeter a regras, limites, tarefas, enfim, ele deve enfrentar suas responsabilidades, e em posse disso, o artista sabe que não pode pautar sua vida pela busca de uma glória efêmera, pela ânsia de uma popularidade fácil, e menos ainda pelo ganho financeiro (Carta aos artistas). Que o artista compreenda que seu serviço é espiritual, que contribui para a vida e renascimento do povo de Deus.

Por Liano Levy Vieira, Membro Compromissado da Comunidade Recado.

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