3 passos para ajudar seu irmão de ministério que sofre de Depressão!

3 passos para ajudar seu irmão de ministério que sofre de Depressão!

Você já se deparou com alguém que na maior parte do tempo está irritado, cansado, apático e sem vontade de fazer nada, que não consegue ver o lado bom dos acontecimentos, que o menor movimento para ele já é um enorme esforço, que tem grande dificuldade de se alegrar, que vive com baixa autoestima, é inseguro, não consegue ver utilidade em sua própria vida, sente-se vazio e que perdeu o gosto de fazer coisas que anteriormente lhe traziam prazer?

Se a sua resposta for positiva fique tranquilo! Esses sintomas são mais comuns do que pensamos, todos nós em algum momento da vida já ficamos desanimados, tristes ou até mesmo irritados, porém temos que avaliar com cuidado a intensidade e a duração desses “sintomas” em nós e nos irmãos que nos são próximos, pois esses sintomas podem passar por nós, porém não devem permanecer.

Contudo, essa avaliação deve ser feita com o devido zelo e atenção, para podermos perceber, na convivência do dia a dia com nossos irmãos de ministério, se estamos lidando com uma instabilidade, variação de humor passageira ou (episódica), como por exemplo: falecimento de um familiar, perda de um emprego, batida de carro, término de uma relação amorosa ou se estamos falando de algo estrutural, recorrente, que demora a passar ou até mesmo não passa.

O cuidado com o outro passa também pelo cuidado pessoal de se auto avaliar e perceber-se, reparando se alguns desses sintomas estão presentes em mim e qual é a intensidade e a duração deles. O que eu estou fazendo com eles? Como estou lidando com a minha tristeza e quanto tempo ela tem durado? O que tenho feito com as minhas frustrações? Como eu reajo quando algum imprevisto acontece no meu dia? Sou uma pessoa alegre e otimista? Tenho disposição, energia para cumprir com todas as minhas atividades diárias?

Se você tem contato com alguém assim ou até mesmo você se sente assim, se tranquilize! Existem meios de lidarmos com esses sintomas e o primeiro passo é o da descoberta e aceitação dos “sintomas”. A pessoa precisa ter a capacidade de reconhecer que não está bem e que esses sintomas já estão afetando a sua vida produtiva, sua espiritualidade, sua convivência com os irmãos e seu bem estar em geral. Neste caso podemos ajudar orientando-a à auto avaliação! Aproximando-se, conversando com ela e se fazendo presente, trazendo também perguntas sobre a intensidade e a duração do seu mal estar, para que assim ela comece a refletir sobre si mesma e seu estado emocional.

O segundo passo, após a identificação da existência dos sintomas e o reconhecimento do prejuízo causado na vida cotidiana, se faz necessário buscar ajuda especializada, profissionais, como um Médico Psiquiatra ou um Psicólogo, que ajudarão na avaliação dos sintomas e no manejo correto dos mesmos.

O diagnóstico de depressão só deve ser feito por profissionais da área médica e o tratamento pode ser realizado de forma medicamentosa associada à psicoterapia.

Depois de ajudar o seu irmão a identificar os seus sintomas e encaminhá-lo para a ajuda profissional, você tem uma última missão que pode ser considerada o terceiro passo que é ser presente na vida desse irmão nesse momento de dificuldade, não o deixando só nessa caminhada de enfrentamento e tratamento de suas dores emocionais! Estenda sua mão e o seu olhar de misericórdia e o ame não apenas com palavras, mas com atos concretos e, sem jamais esquecer que devemos interceder uns pelos outros, reze por ele.

 

Por Taciele C. Lucas, Psicóloga e Membro da Comunidade Recado.

 

Sites consultados:

- pepsic.bvsalud.org

- bvsms.saude.gov.br

- bvsms.saude.gov.br/depressão

 

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